domingo, 21 de outubro de 2012

Rendição de um carnívoro convicto

Tem horas que temos que nos render a qualidade!
Feito à quatro mãos, uma panqueca com recheio de ricota, espinafre, passas bêbadas no rum, molho bechamel, gratinadas do parmezon e nozes picadas para fazer croque...croque.  


Acompanhamento?  Salada de Alface crespa, alface roxa, rúcula e cebolas regados com azeite extra virgem e aceto balsâmico.  





Ué cadê as carnes?  Pois é não tem!!!   =:-o

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Alquimia e Alquimistas

Vivendo em pleno século XXI, com formação científica e tecnológica cada vez mais sou levado a acreditar na existência da Alquimia e consequentemente dos Alquimistas.


Deixa eu me explicar antes de ser atirado a fogueira da Santa Inquisição pelos meus eventuais leitores crédulos e praticantes do Racioalismo Científico.

Como usuário profissional e especialista em informática e como aprendiz amador das ciências ocultas da gastronomia e culinária tenho constatado que por mais rigorosos e criteriosos sejam os procedimentos os resultados não são confiáveis e muito menos reproduzíveis seguindo os métodos científicos.

Os fatos que comprovam a minha teoria são:
Venho tentando fazer a instalação de um software de exibição e gerenciamento de vídeos e arquivos multimídia em meu cadinho contemporâneo, ou seja meu notebook de trabalho e não obtenho sucesso, no que pese já te-lo feito em vários outros equipamentos idênticos ou semelhantes ao meu e todos usando o mesmo sistema operacional Windows 7.

Outro fato são os meus esforços para produzir uma boa torta para deleite das tardes de fim de semana.  Depois de examinar dezenas de receitas do mesmo produto, uma torta de maçã, escolhi a que me parecia estar mais perto das minhas pretensões e limitações culinárias.  Por ser uma atividade complexa achei mais prudente dividi-la em três etapas: a massa, o creme e a cobertura.

Nessa oportunidade vou me  ater as considerações sobre a massa.  Depois de repetir inúmeras vezes o mesmo procedimento e obtendo resultados desfavoráveis com massas duras e pesadas, analisei as condições astronômicas, astrológicas e meteorológicas e decidi realizar mais uma incursão nos obscuros meandros dessa atividade.

De posse de todos os ingredientes minuciosamente medidos comecei a manipulação juntado os ovos, (acrescentei um a mais por conta do tamanho daqueles que tinha disponível, mas qual é o tamanho daqueles citados no roteiro) e açúcar (no documento permitia a opção de açúcar cristal ou refinado, optei pelo refinado e desconfio se o resultado seria o mesmo com o alternativa) e misturando rapidamente de modo a não permitir que reações químicas provocassem a degradação das substâncias seguindo da adição da manteiga na temperatura ambiente (qual será a temperatura no local, que o especialista desfrutava no momento em que transferiu para o papel as suas informações culinárias?)  e mais uma vez  emulsificando o conteúdo obtendo apenas uma fase.  Finalmente chegamos ao ponto crítico desta etapa incorporar duas xícaras de farinha de trigo à pomada já obtida de modo a formar uma massa que desgrude da mão.  Gostaria de esclarecer que em  tentativas anteriores consegui o resultado indicado neste momento, sem o sucesso final.  Retornando à atividade e de modo totalmente intuitivo decidi manipular a massa com a mão sinistra, a mão da intuição e do espírito e acrescentar as duas xícaras, já medidas, com a mão destra a mão do racional do consciente fui acrescentando vagarosamente a farinha que foi transformando o conteúdo conforme os procedimentos foram sendo realizados.  Para a minha surpresa  ao aproximar do quarto final do total da farinha, como por um encanto, a massa desprendeu totalmente da mão, momento em que interrompi o acréscimo.  Obtive uma massa elástica, fácil de manipular, o que permitiu forrar a forma com uma camada bem fina e que após quinze minutos em um forno médio ( seja lá o que isso quer dizer ) obtive uma torta macia, mas que mantem a estrutura, pronta para receber o recheio e a cobertura e que desprende-se do receptáculo sem a untar  previamente.

Enfim dois terços do mistério foi desvendado, o creme do recheio e a massa, só falta a cobertura de fruta imersa no maior dos mistério, o caramelo perfeito.

Para os iniciados estou disponibilizando o caminho para acessar os escritos...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

TASK COUNTER

Recentemente me envolvi em uma tarefa que deveria me tomar duas horas diárias com a sua execução.  Depois de uns poucos dias notei que a coisa não estava acontecendo bem como o previsto.  Resolvi quantificar as minhas atividades que em geral são a frente do computador.  Procurei um software que resolvesse o meu problema e achei o TASKCOUNTER que estou testando.
Veja o vídeo que fala sobre isso e se tiver interesse lá no final tem um link para a página de download.  Se alguém tiver um programa melhor ou quiser fazer um comentário, eu agradeço antecipadamente.

Para fazer o download do programa clique aqui ou vá em

segunda-feira, 2 de julho de 2012

PUBLICIDADE GENIAL

Passando por uma das ruas do bairro da Tijuca no Rio de Janeiro tomei um susto e logo em seguida achei genial a publicidade de uma rede de lanchonetes.

Acho que estão domesticando o João Gordo!!!

RIO DE JANEIRO É PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

Este domingo, dia 1 de julho de 2012, é um dia histórico para o Brasil. Esta é a data em que a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana

A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, reunido em São Petersburgo, na Rússia. As informações são do Iphan.

Veja o porquê clicando aqui ou na sessão de fotos 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PRESIDENTE E NÃO PRESIDENTA


Recebi, recentemente, uma mensagem com um texto atribuído ao Sr. Hélio Fontes que passo a reproduzir uma parte que considero pertinente

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.   Qual é o particípio ativo do verbo ser?   O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente.   Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.  Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz a estudante, e não "estudanta"; se diz a adolescente, e não "adolescenta"; se diz a paciente, e não "pacienta".

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mais um golpe bem feito

Caros amigos, este é mais um dos milhares de golpes que circulam pela internet tentando capturar as suas senhas de banco e outras informações pessoais. Como quase todo mundo tem pelo menos um financiamento ou empréstimos em andamento os marginais aproveitam da situação para lançar a sua isca. Enviam um e-mail como o que mostro abaixo com links que acionarão programas maliciosos implantados no seu computador. Na maioria dos casos esses programas não são detectados pelos antivirus já que você autorizou a sua instalação ao clicar em um dos links.


Veja o aviso na internet da própria empresa que teve o seu nome utilizado.

Cobranças e avisos só por escrito e pelo correio e nem assim acessem eventuais endereços de sites encaminhados. Verifique tudo pessoalmente e não forneça dados pessoais. Emails de cobrança apaguem imediatamente sem clicar em nada, nem mesmo naqueles avisos do tipo "não desejo receber mais esses avisos"

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PROMESSA É DÍVIDA

FOTOS 360 GRAUS
Em algum momento, no passado recente, eu prometi que ia transformar as minhas imagens panorâmicas em fotos 360º.  Ainda não chegamos ao ideal, mas já estamos à caminho.

Clique em alguma área da imagem e arraste.
Para amplicar clique na seta no canto superior direito

segunda-feira, 28 de maio de 2012

DICA QUE EU DESCONHECIA NO WINDOWS 7

Alinhando duas janelas

Volta e meia eu precisava alinhar lado duas janelas simultaneamente. A tarefa me dava muito trabalho já que precisava restaurar os dois aplicativos e depois tinha que redimensiona-los até que cada um ocupasse metade da área de trabalho.


Para minha surpresa, por acidente, ao arrastar um aplicativo e tocar com o ponteiro do mouse na borda lateral da área de trabalho a janela foi redimensionada automáticamente no tamanho da metade da tela.
Tudo ficou mais simples é só restaurar os aplicatvos e arrastar um até tocar com o ponteiro do mouse na borda direita e com o outro aplicativo na borda esquerda. 


quarta-feira, 23 de maio de 2012

DOODLE DO GOOGLE SE SUPERA

Um sintetizador que funciona e grava

Desta vez o site de buscas do Google se superou!  Já são comuns as homenagens do conhecido site de buscas aos eventos e datas comemorativas do mundo ao substituir a tradicional logomarca colorida por imagens alusivas.  










No entanto, dessa vez o site superou todas as expectativas ao homenagear Robert Moog o criador do sintetizador Moog.
O site postou no dia 23 de maio de 2012 uma "imagem" que permite que se toque, opere e grave no tal sintetizador Moog.
Experimente, acesse link abaixo e participe dessa experiência interativa.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rio Restaurant Week 2012

Para desespero dos fazedores de dieta começou mais um 
Rio Restaurant Week edição 2012
de 21 de maio a 3 de junho.

Começou a sexta edição do Rio Restaurant Week, que deveria chamar "Two week" já que vai de 21 de maio a 3 de junho.  Este ano senti falta dos restaurantes da zona norte da cidade, o cardápio do Planeta do Chopp no Boulevard 28 de setembro, bem na entrada de Vila Isabel, ano passado estava muito bom.

Bom...!  Vamos ao que interessa. 
Acesse o site do evento em http://www.restaurantweek.com.br/rj e faça a busca pelo restaurante, pelo bairro ou pelo tipo de culinária.
... e o melhor, como no ano passado, o preço é único!

"Os menus vão custar R$31,90 no almoço e R$43,90 no jantar incluindo entrada + prato principal + sobremesa. Cada restaurante vai oferecer duas opções de cada item para que o cliente escolha o de sua preferência. Bebidas, couvert e serviço não estão inclusos no valor"

.... um almoço ou jantar desses não sairia por menos de cem reais.


Aproveite!  Coma bem... Pague pouco... e depois faça ginástica.

domingo, 20 de maio de 2012

FOTOS DE MINHA AUTORIA

Para começar a inspiração para mais uma maratona do concurso de fotografias do site carioquinha 2012 estou apresentando as primeiras candidatas a serem enviadas. 

Série voo-livre

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ler e pensar não custa nada...

Eu nem acho que pelo fato  dele ter alguns bilhões de dólares tudo que fala deva ser levado em conta mas, o que se segue tem coerência e pé no chão.
Em um discurso para alunos  o multibilionário, criador da Microsoft Bill Gates apresentou as seguintes regras. 

Regra 1: A vida não é fácil.  Acostume-se com isso.  

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.  O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.  

Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade.  Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.  

Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.  

Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.  Seu avós tinham uma palavra diferente para isso.  Eles chamavam isso de “oportunidade”  

Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais.  Não lamente seus erros, aprenda com eles. 

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora.  Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”.  Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto. 

Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.  Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar.  Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.  Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez. 

Regra 9: A vida não é dividida em semestres.  Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período. 

Regra 10: Televisão não é vida real.  Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar. 

Regra 11: Seja legal com os CDF´s – aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. ”Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.”

terça-feira, 10 de abril de 2012

As várias faces do icosaedro 1 - A origem



Tudo começou com um e-mail de uma amiga, doutora, de uma universidade pública que me encaminhou o seguinte artigo:


8. Escola, computadores e tablets, artigo de Nelson Pretto


Nelson Pretto é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia e secretário regional da SBPC-Bahia. Artigo publicado no portal Outras Palavras.
Mais novidades para a educação com o anúncio da distribuição pelo MEC de tablets para os professores do ensino médio. Para "discutir" o tema, aconteceu semana passada, em Brasília, uma reunião promovida pelo próprio MEC com diversos pesquisadores brasileiros. A compra dos tablets foi anunciada pelo ministro Mercadante, mas a decisão já estava tomada pelo anterior, ministro Haddad. Fui convidado para a reunião, meio que sem saber direito o que iríamos ter por lá. Para variar, a reunião virou evento como bem gostam certos educadores e gestores públicos. Evento, não: aula, seminário.

É curioso, pois tive a oportunidade de participar de uma reunião com o próprio Mercadante, então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, que foi, de fato, uma bela conversa com os hackers e pesquisadores presentes na 12º Fórum Internacional do Software Livre (FISL), acontecido em junho passado em Porto Alegre. Lá, com um número mais ou menos igual de pessoas do encontro da semana passada, um círculo foi formado, as ideias circularam livremente numa grande roda de conversa, e foram feitas inúmeras sugestões sobre as possibilidades do MCTI construir, efetivamente, uma política pública no campo do software livre, do desenvolvimento científico e tecnológico do País e da formação científica da juventude, com a possibilidade de implantação e apoio a algo do tipo "garagens digitais de C&T". Conversa boa, que fluiu leve e com perspectivas positivas. Mas Mercadante deixou a Ciência & Tecnologia e não sabemos se o ministro Raupp dará continuidade ao encaminhado, o que seria uma grande perda.

Quando fui convidado para a reunião sobre "educação digital" (esse era o nome do "evento") do MEC em Brasília, imaginava algo semelhante, em torno de uma mesa, com uma conversa franca sobre os rumos que poderiam tomar os projetos de uso de tecnologias digitais na educação, que existem desde muito. A conversa não aconteceu, e a rica possibilidade de uma reunião onde as ideias rolassem soltas, possibilitando ao ministro e sua equipe (se tempo tivessem para acompanhar!) sentirem as diversas possibilidades apresentadas por nós, pesquisadores que estudam o tema.

Minha surpresa veio desde o início. Ao chegarmos na reunião, encontramos cadeiras (carteiras?!) arrumadas como uma sala de aula, um projetor para as nossas apresentações (com um sistema operacional proprietário fazendo sua propaganda gratuita com aquela bandeirinha ao fundo!), essas com um tempo fixo para as falas - que foi meio para nós mesmos e para uma câmera que gravava tudo - sobre as nossas próprias experiências, salvo uma ou outra fala mais estruturante. A surpresa ainda foi maior quando nos deparamos, em paralelo, promovido pelo mesmo MEC e no mesmo hotel, com uma outra reunião/evento ("Uso das tecnologias na educação") para discutir a parte técnica do projeto de "educação digital", como se fosse possível pensar os dispositivos e infra-estrutura separadamente da concepção filosófica e pedagógica. Mesmo que depois o MEC tenha nos dito que os dois grupos iriam se reunir, fica evidente o equivoco brutal na concepção dessa política pública. Essa distinção tem, no mínimo, um século de atraso!

O ponto nevrálgico, penso eu, está centrado sempre e sempre na mesma questão: as políticas públicas consideram que educação é sempre aula, aula com professor na frente ditando o rumo! Com essa concepção de educação, mesmo que de forma subjacente e não explicitada nos discursos, chegamos à grande questão e ao maior desafio quando pensamos em cultura digital: de que adianta termos notebooks, computadores, câmeras e tablets se o que se espera da escola, em última instância, é que tudo se resuma a um professor dando aulas?

Outra pergunta que têm sido feita, principalmente na mídia, é se deve ou não o MEC adquirir os tablets para os professores? A resposta não pode ser tímida: claro que sim! Mas insisto, temos que pensar maior pois não se trata de discutir se devemos ou não ter a TV Escola, ou ProInfo, ou UCA, ou os laboratórios do Proinfo ou os tablets. Trata-se de tudo e, essencialmente, da elaboração de uma política de tecnologia da informação para a educação, e aqui não estou me referindo a ensino básico ou ensino médio, mas a todos os níveis, das primeiras séries à pós-graduação.

Quem me lê pelo menos eventualmente sabe que repito, quase como um mantra, que estas políticas precisam articular diversas áreas e Ministérios (pense na riqueza de uma articulação das escolas com os Pontos de Cultura!). Insisto que o MEC tem que ser rede, e rede estabelecida com os estados, rede com outros Ministérios, rede com os professores e rede que englobe os diversos níveis da educação.

No entanto, qualificar a palavra "rede" é fundamental. Ficamos acostumados a compreendê-la a partir do intensivo uso da palavra no sistema de comunicação de massa, com a expressão "rede de emissoras de televisão", que produzem os programas no eixo Rio-São Paulo e os distribuem para o resto do País. E, neste caso, mesmo quando existe o envolvimento e participação das chamadas afiliadas, o que vemos são, por exemplo, telejornais que reproduzem tudo, do cenário, entonação da voz, estrutura de programa até a sua marca, com pequenas variações de letras para dar a tal cor local. Na verdade, esse tipo de rede é de distribuição (brodcasting) e não é isso que preconizamos para a educação. É necessário que a rede se constitua a partir do diálogo, que considere a realidade e os valores de cada um dos entes e regiões.

Numa rede assim constituída, com professores atuando de forma colaborativa e coletiva, lhes sendo dadas as condições de salário, formação e trabalho, a presença das tecnologias - todas elas ao mesmo tempo! - pode muito contribuir para uma formação também mais ampla, uma formação que prepare professores e alunos para a chamada cultura digital. O problema, nesse campo, é que parece que o governo - e o MEC em especial - tem receio de afirmar publicamente que vai simplesmente entregar tablets aos professores para que sejam usados como elementos de informação e comunicação para o próprio professor. Tem receio de ser criticado por, corretamente, entregar equipamentos que podem contribuir, pela sua própria natureza, para reestruturar o sistema, sem necessariamente se constituir num veículo de mais transmissão de informações "geradas" de forma centralizada, ou pelo MEC ou por uma das nossas universidades. Computador, tablet, smartfone e todas essas tecnologias não podem ser vistas somente como meros auxiliares dos mesmos processos educacionais.

Precisamos, com tudo isso presente na escola, que os professores estejam preparados para interagir com a meninada que, já, já, também deveria receber seus gadgets portáteis e, nos espaços coletivos da escola, produzir culturas e conhecimentos e não simplesmente consumir informações.

Para tal, insistimos: a preparação dos professores não se dará com a simples oferta de cursos de formação (muito menos padronizados!) e sim de um amplo programa de fortalecimento dos professores (salário, formação e condições de trabalho) visando a imersão dos mestres na cultura digital.
... e eu respondi... !

As várias faces do icosaedro 2 - A resposta



Eu gosto do Pretto como guru... ele inspira... ele questiona... ele desafia... e isso é fundamental para o nosso país tão acostumado a copiar, e mal, as coisas lá de fora.


Eu já passei, tem alguns anos dos 50 ... eu nem acreditava que chegaria neles... e ando meio de saco cheio de tantas idéias sem que isso seja acompanhado de uma proposta pé no chão ( nesse ponto eu mantenho a minha coerência ou teimosia seja lá como se queira denominar a minha atitude ). 

Concordo em gênero, número e grau que deve-se dar acesso, ao professor, às ferramentas tecnológicas, mas sou totalmente contra que o MEC faça uma licitação para a compra de “trucentos tablets” ( da Positivo... e aposto com quem quiser que serão esses os comprados ) para os professores reclamarem que isso está sendo imposto a eles.  Acho sim que deveria ser aberta uma linha de crédito para que o professor possa adquirir até dois tablets, ou netbooks, ou notebooks ou quem sabe até desktop sem juros dividido em 36 meses descontado em folha, negociado com várias empresas a preço de fábrica e sem intermediários ( aí pode ser até da Positivo ) o que daria um valor aproximado de R$ 20 (isso mesmo vinte reais por mês) Façam os cálculos 20 X 36 são 720 isso atende aos principais equipamentos à preço de fábrica.

Não adianta nada, ou muito pouco, se você tem computador e não tem acesso à Internet... então, vamos ao mesmo raciocínio... ou se vai disponibilizar internet para todos os professores ou então pouco adianta... uma internet de qualidade razoável, pelo menos 1 Mbs, e não pode custar mais do que 5 (cinco reais) eu diria até que o ideal é ter áreas digitais... coloca a internet na escola e abre o wifi para todos que alcançarem, professores, alunos, vizinhos.  Alguns poderão criticar que assim a internet vai ficar lenta para a escola ou para o professor... ok então... vamos liberar a internet só quando a escola está fechada... (... se bem que acho isso bobagem... pois se tem demanda é porque está sendo usada... e isso é o que importa... é um absurdo os governos pagarem uma fortuna às Ois da vida para 70% do tempo não ser usada.  Falo por experiência própria a escola só usa internet das 7 as 17 de segunda à sexta faça as contas de novo  24h X 7 dias = 168 horas  de disponibilidade contra 10 horas X 5 dias = 50 horas de uso resultado... 70,24% de não uso !!!  Eu e a minha mania horrorosa de fazer conta... culpa da minha professora da EP ( escola pública ) Maria do Carmo que me ensinou a fazer isso...

O dia que eu for diretor de uma escola... deus me livre e guarde... eu libero o wifi fora do expediente para o público (provavelmente serei exonerado do cargo).

... continua...